12 de mai. de 2014

Concurso de CONTOS FANTÁSTICOS agita mês de maio em São Luís!



Para os escritores, e aspirantes a escritores, de plantão, o mês de maio traz a oportunidade para quem quer testar suas habilidades narrativas. A 2ª Edição do Concurso de Contos Fantásticos promovido pelo Grupo de Desenhistas e Roteiristas do Maranhão (DER) acontece no próximo dia 24/05 no Tenkai Fest 2014 - evento organizado pelos grupos otaku/pop/cult de São Luís.

O SUPER LEITURA traz para você que se interessou o regulamento e mais informações sobre o concurso. Confira!

REGULAMENTO:

01. Serão aceitos somente contos do gênero fantasia (fadas, vampiros, magos, mitologia etc.);
02. Os contos devem ser de 3 a 6 páginas;
03. Inscrição e submissão do conto somente no dia do evento;
04. Textos com suspeitas de plágio (total ou parcial) são eliminados automaticamente do concurso. A avaliação deste item fica por conta dos jurados e sem possibilidade de reavaliação;
05. Se o autor não puder comparecer somente um representante legal (apresentando documentos de autorização do autor) pode submeter o conto;
06. O descumprimento de algum item acima resulta em eliminação automática do concurso;


CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:

a) Os contos submetidos serão avaliados por dois jurados seguindo a seguinte ordem:
Norma: avaliação do uso correto de ortografia (e novas regras ortográficas), além do vocabulário de acordo com a Academia Brasileira de Letras (ABL);
Narrativa: avaliar-se-á a capacidade do autor em chamar a atenção do leitor. Coesão e coerência textual. Uso correto do gênero narrativo solicitado, além dos elementos da narrativa (personagens). Uso de clichês e detecção de plágios.
Estrutura: métrica textual (introdução, desenvolvimento e conclusão). O uso dos recursos do texto (semântica e morfologia).


PREMIAÇÃO:

1° lugar: Livro "A Guerra dos Tronos" - George R.R. Martin (volume 01 da série As crônicas de Gelo e Fogo);
2º lugar: R$ 50,00 para uso no SpacePlay (Rio Anil Shopping);


A divulgação dos vencedores acontecerá no encerramento do Tenkai Fest 2014. O evento acontece dia 24/05 a partir das 10h00 no colégio Educar (Turu). Os ingressos podem ser adquiridos antecidpados no SpacePlay, (Rio Anil Shopping), Mega Games (Shopping da Ilha) e Magic Games (São Luís Shopping) por R$10,00 ou no dia (na portaria) por R$15,00.


Qualquer dúvida, ou mais informações, somente com a organizadora do concurso J. S. Freitas pelo e-mail: jaciara.freitas13@hotmail.com (com o assunto "Concurso de Contos Fantásticos")


[Esse post foi feito em parceria com o blog parceiro "Um Sofá à Lareira" da blogueira Miaka Freitas. Clique no banner a sua direita e confira mais sobre as prioduções deste super parceiro!]


8 de mai. de 2014

VEM AÍ UMA FLIP MAIS LATINA!

Tudo começa com um novo curador, o jornalista Paulo Werneck, de 35 anos, que foi responsável pelo caderno Ilustríssima, do jornal Folha de S. Paulo, até agosto do ano passado - e agora ocupa o lugar que foi de Miguel Conde no último biênio.

A atual edição, que acontecerá entre os dias 30 de julho e 3 de agosto, começou a ser divulgada no começo de abril justamente com esse objetivo: mudar a ideia de que a feira, que se tornou uma das mais importantes da região, não dá bola aos vizinhos. Por essas e pela inegável qualidade de suas obras, o chileno Jorge Edwards, a argentina Graciela Mochkofsky, o mexicano Juan Villoro e o peruano-americano Daniel Alarcón já são nomes confirmados
Para quem acompanha os rumos da produção literária contemporânea na América Latina, o menu é absolutamente atraente. Mas quem não sabe tanto há respeito ou não se atém a geografias literárias ou utopias regionais, também há muito o que se descobrir e aproveitar.
O veterano do grupo, Jorge Edwards, de 83 anos, é um dos ícones da chamada Geração de 50 chilena, com uma vasta e sólida carreira como escritor de romances e de poesia - ainda que no Brasil tenha só um de seus mais de 20 livros publicados.
É um embaixador chileno (atualmente na França), assim como foi o amigo Pablo Neruda, e pelo livro "Persona non grata" (1973), em que relatou sua experiência como embaixador do governo de Salvador Allende em Cuba durante três meses e meio, fazendo observações pessoais e pouco favoráveis ao regime castrista, é às vezes visto como um "esquerdista de direita". Quem edita o autor - prêmio Cervantes em 1999 - aqui no país atualmente é a Cosac Naify, que lançou (em pré-venda, por enquanto) "A origem do mundo", que fala sobre a decadência e o renascimento do amor e do desejo, o fracasso dos sonhos políticos e a ficção como elemento de resistência indispensável à vida.

Já Juan Villoro é provavelmente o escritor de maior destaque no México nos dias atuais. Com mais de 30 títulos publicados, é um autor prolífico e de interesses variados, que usa suas paixões "pop" (rock, futebol, quadrinhos...) como inspiração para uma literatura de qualidade, que ele encaixa nos mais variados gêneros - inclusive no infantil. É jornalista premiado, dono de uma coluna publicada às sextas-feiras no jornal mexicano "Reforma" e colaborador assíduo de revistas de jornalismo narrativo como a colombiana El "malpensante" e a peruana "Etiqueta Negra".
Por seu romance "El testigo", recebeu o prêmio Herralde em 2004, e aqui no Brasil é editado pela Companhia das Letras, que já lançou "O livro selvagem" e, para a Flip, prepara o lançamento de "Arrecife", sobre a violência no México, vista a partir de um olhar fetichista, explorada em parques turísticos. Outro título seu, "La cancha de los deseos" ("O estádio dos desejos" é o título provisório), que tem a ver com crianças e futebol, será publicado pela Editora Terceiro Nome com tradução de Eric Nepomuceno.
Autora de não ficção, Graciela Mochkofsky é um dos grandes talentos do jornalismo argentino, intensa pesquisadora das relações entre mídia e poder em seu país. Seu livro mais famoso é "Pecado original" (2011), uma reportagem literária sobre a disputa do casal Kirchner e o jornal "Clarín", expondo interesses políticos e econômicos de ambos os lados. Ainda é autora inédita em português, mas já colaborou algumas vezes com a revista Piauí. É editora da revista online "El puercoespín".
Finalmente, o peruano Daniel Alarcón, radicado nos Estados Unidos desde os oito anos, é um autor de 37 anos que figura em várias listas de melhores escritores latino-americanos, como a da Granta em espanhol. Escreve em inglês, mas seus temas passam quase sempre pelo Peru de sua infância e também pelas ruas de sua Lima imaginada - como ele mesmo diz. É jornalista, editor associado da revista Etiqueta Negra, colaborador da revista The New Yorker e produtor executivo de uma rádio online que se especializa em crônicas de personagens latino-americanos.

No Brasil, tem publicado pela Rocco o romance "Rádio Cidade Perdida", em que lança um olhar sobre o terrorismo em uma nação indefinida e conflituosa. Durante a Flip, ele lançará seu trabalho mais recente, "À noite andamos em círculos", com, novamente, a violência política de pano de fundo, pela Alfaguara.

(Texto extraído do site:http://fndc.org.br)

P.S.: Para os desavisados, FLIP é a sigla da Feira Literária Internacional de Paraty. Um dos mais importantes eventos da literatura sediados em solo nacional. A FLIP 2014 homenageia esse ano Millôr Fernandes, dramaturgo, poeta, editor, tradutor e editor gráfico. Para saber mais sobre a FLIP, e ficar por dentro do evento (que acontece do dia 30 de junho a 03 de julho em Paraty - RJ), basta acessar o site do evento clicando aqui!

LIVRO: CONTEÚDO QUE É INDEPENDENTE DO SUPORTE! (Câmara discute definições para e-books)



Representantes do mercado editorial e membros das comissões de Cultura e de Educação da Câmara dos Deputados se dedicaram ontem a entender os novos significados adquiridos pela palavra livro nos últimos anos, especialmente com o desenvolvimento do mercado de livros digitais. Eles se reuniram em audiência pública em Brasília para discutir o PL nº 4534/2012, que atualiza esse conceito e estabelece a lista de produtos que poderiam ser equiparados ao livro - e que, assim, poderiam ter os mesmos benefícios de isenção tributária que o livro em papel tem. A inclusão do e-book nesse rol foi comemorada. A polêmica, porém, ficou por conta da inclusão dos leitores digitais nesta lista. Entre os debatedores e interessados na questão estavam Alex Szapiro, vice-presidente da Amazon no Brasil, que vende o e-reader Kindle, e Sérgio Herz, presidente da Livraria Cultura, que vende o Kobo.
Para a relatora e deputada Fátima Bezerra, que deve preparar um parecer a ser apresentado na Câmara, a desoneração do E-reader poderia ocorrer por meio da Lei 11.196/05, conhecida por Lei do Bem, que dá incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizarem pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica. Os tablets produzidos no Brasil, entre outros equipamentos, já não precisam pagar o PIS/Cofins e tiveram redução no IPI. A ideia é que a iniciativa torne os aparelhos de leituras mais baratos e que eles ajudem a democratizar o acesso a livros no País. Bezerra levantou a questão da Lei do Bem nos últimos minutos do debate que durou cerca de seis horas.
"O momento, agora, é de entender juridicamente o que significa a Lei do Bem, que é muito ampla, e continuar pensando em ter um produto mais acessível para o consumidor", comentou Szapiro ao Estado. Se o E-reader tiver de ser produzido no Brasil, mesmo com incentivo fiscal, talvez grandes players como a Amazon, que importam seu produto, não tenham tanta facilidade em fazer aparelhos pelo preço que conseguem em outros mercados como a China. "Precisamos mesmo estudar a lei, mas não acho que a discussão agora seja sobre fabricar o produto no Brasil. O que queremos é ver como podemos tornar o leitor mais acessível para a população", reafirmou o representante da gigante americana que deve iniciar, nos próximos dias, a venda de livros impressos no País.
O debate só está começando. O projeto de lei em discussão ontem na Câmara, de autoria do senador Acir Gurgacz, altera o artigo 2.º da lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, que institui a Política Nacional do Livro. Segundo o novo texto, "considera-se livro, para efeito da lei, a publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer forma ou acabamento, assim como a publicação desses textos convertidos em formato digital, magnético ou ótico, ou impressos no sistema Braille". Quanto a isso, houve consenso. "Livro é conteúdo independente do suporte", simplificou Fabiano Piúba, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura.
Os E-readers entram no texto da lei ao lado de fascículos, atlas geográficos e álbuns para colorir e são assim descritos: "equipamentos cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico, estes apenas para acesso de deficientes visuais".
Para Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro, a discussão é importante, já que possibilitará a uniformização do conceito. Ela lembrou que cada estado trata do livro digital de maneira diferente. "Temos que atualizar o conceito do livro e não existe dúvida com relação à imunidade e remuneração. No entanto, existe preocupação com relação ao suporte. Esse momento deve ser discutido de maneira mais ampla e menos rápida. Vamos tomar decisões que vão comprometer o nosso mercado e nosso acesso ao livro de maneira definitiva", comentou.
Participaram, também, profissionais da cadeia do livro - editores, livreiros, bibliotecários, etc. - e de órgãos públicos, como José Castilho Marques Neto, secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura; Mônica Franco, diretora da Divisão de Conteúdo Digital do Ministério da Educação; e Fernando Mombelli, coordenador de Tributação da Receita Federal.

Texto extraído do site: http://fndc.org.br/

20 de abr. de 2014

CONTOS DE MEIGAN. A Montanha-Russa do Pará.



Não é de hoje que você, que é leitor assíduo do blog, - e agora você que visita o SUPER LEITURA pela primeira vez - sabe que eu sempre aproveito esse espaço para comentar sobre o atual cenário editorial brasileiro. Sabemos que nunca esteve tão bom como agora: Livros sendo periodicamente lançados, vendas em alta, design de capas e sangrias em alta qualidade... Sem contar com os e-books e os serviços de distribuição online!

Mas isso não vale muito se se restringe a um cenário cheio de estrangeiros. Ver um escritor brasileiro despontando na lista da Veja, por exemplo, (e esse é apenas um exemplo superficial) é raríssimo. Quase utópico. A última vez que isso aconteceu foi com "Fim" da atriz Fernanda Torres, que conta com seu nome para divulgar o livro. Além dela, não há nenhum outro significativo. O que aconteceu com os escritores nacionais?

Na última semana li "Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos" um livro que é fruto do trabalho árduo de duas paraenses. Publicado da forma mais habitual em nossa região: com investimento quase que integral por parte das autoras e sem um destaque em livrarias e sites, a obra conta com o marketing adquirido por meio das redes sociais para ganhar as estantes de amantes da literatura fantástica nacional. Se houvesse uma divulgação igualitária entre os produtos editoriais nacionais e internacionais no setor comercial esse cenário poderia mudar, e o livro, por sua qualidade, poderia ser um possível destaque na Lista da Veja.

Roberta Spindler e Oriana Comesanha se uniram para colocar em prática o projeto de suas vidas. Amantes da literatura como eu e você, elas se dedicaram para que em 2011, o livro com mais de 800 páginas trouxesse suas impressões do universo fantástico adquirido através de outras leituras. Embarcamos em uma viagem por um mundo novo, com rituais e dogmas próprios, uma história marcada por muitos clímax e sentimentos bem expressados por suas personagens. Sem falar na peça mais importante de toda fantasia: a magia.

"Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos" deixa um gostinho de quero mais, pois termina - assim como começa - nos envolvendo em um turbilhão de emoções e ações. Ao passo que conhecemos as personagens, nos prendemos a suas ideologias. É o caso de Maya, Allan e Seth, personagens que marcam com suas indecisões psicológicas que interferem no desenrolar da narrativa. Como o SUPER LEITURA previne seus leitores mais excêntricos de possíveis spoilers, não faz resenha, mas de já adianta que quem gosta de literatura de fantasia, e quer encontrar um bom produto do gênero na literatura nacional deve adquirir um exemplar do livro paraense, que promete se um sucesso ainda maior em sua possível continuação (cobrada constantemente na fanpage oficial do livro).

Uma leitura bem construída ganha qualquer um. Diferente de alguns livros em que você precisa "ativar a alavanca" que nos guia a emoção, Contos de Meigan já te trás essa sensação nas primeiras linhas. Se posso descrever o livro em uma analogia é ao compará-lo a uma montanha russa. Tem seus altos e baixos e necessita constantemente de uma dose bem aplicada de adrenalina. A volta pode ser a mais assustadora possível, mas no final supera-se tudo e reconhece o quanto foi bom andar no brinquedo a ponto de querer mais.

Conversei com outros apreciadores do livro que concordam com esta descrição. Por isso afirmo que aprovo a leitura. Só acho que infelizmente ela não tem o destaque que realmente merece ter. Encontrá-la na rede de computadores atualmente se restringe à fanpage. O que ao menos tem seu lado positivo, pois se conhece as autoras e os demais leitores e produtos ligados à Meigan.

Se você se interessou por Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos acesse a fanpage no link a seguir e adquira seu exemplar. Vamos dar destaque a essa super leitura que realmente merece!