5 de jan. de 2014

[COMENTÁRIO GERAL] A Visão de C.S.Lewis sobre a literatura e reflexões para 2014

Um dos mestres da literatura fantástica e infantil, C.S.Lewis, um dos patronos do Blog SUPER LEITURA, deixou registrado em um de seus muitos artigos reflexões importantes a respeito de ser um escritor e de sua experiência como contador de história.
Abrindo o mês de janeiro, a coluna Comentário Geral trás agora uma análise momentânea de "Três maneiras de escrever para crianças" artigo de grande repercussão do autor, e que está presente na compilação brasileira de "As Crônicas de Nárnia" (Volume Único da Editora Martins Fontes).
Para fazer essa análise separamos alguns dos principais (pelo menos no ponto de vista do blog) tópicos apresentados pelo britânico que repercutem na carreira de todo escritor, mesmo que o texto tenha como tema central a literatura infantil.

(...) A matéria de nossa história deve fazer parte do mobiliário habitual de nossa mente (...)

Começamos com essa frase que aparece nas linhas finais do artigo. Essa forma com C.S.Lewis apresenta a forma de pensar e agir de um escritor são sem sombra de dúvidas o precursor do novo método literário presente no mundo. Não se escreve sobre o que não se conhece ou não gosta. É comum vermos pessoas vivenciando dilemas por terem ótimas histórias, mas não saberem contá-las. Ou pessoas que temem contá-las porque o grupo social em que vive não é adepto. Besteira! Escreve-se sobre o que se domina! Se você tem aptidões para produzir um texto (seja ele o mais simples possível) tenha em mente que acima de tudo escreve sobre o que compreende. A literatura é um meio de comunicação altamente sensorial e intimista. É nela que você desabrocha os mais escondidos prazeres da alma. Seu objetivo não é fazer com que o mundo fale de você, e sim que quem tenha a chance de lê-lo venha a conhece-lo por seus textos.


(...) muita gente escreveu histórias bem melhores que as minhas, e prefiro aprender essa arte a pretender ensiná-la (...).

Dentre as preocupações de um escritor a principal é agradar. É lógico que ao escrever você deve ter em mente que ninguém se dá ao luxo de ter em mãos um texto sem coesão, cheio de erros, sem graça/objetivos e que não possua carga dramática (isso no caso de ficções!). No entanto, se você consegue respeitar esses princípios, seu texto deve ser enxergado como um presente seu para os leitores. Há muitos que tratam o que escrevem como produtos e comparam com outros a fim de descobrir se é tão bom ou melhor. Deixe isso para os leitores. Eles é quem devem criar essa relação de comparação. Lembre-se: você é um artista! E como um deve agir de forma sensata. Sua maior preocupação é produzir sua arte (textos) e fazer com que ela seja apreciada pelos mais diferentes gostos. A frase de Lewis exprime como ele se sentia as comparações da época. Ignorantes, em seu engodo de saber literatura, tentam comparar Lewis e Tolkien, por exemplo, mas nem mesmo sabem que ambos sentavam juntos em um café após a faculdade para conversar a respeito de seus trabalhos literários. Suas preocupações não eram descobrir quem sabia mais, e sim aprender um com o outro. Com certeza seja por isso que até hoje ambos são colocados em pedestais de ouro por leitores fanáticos.

(...) assim como nem toda literatura infantil é fantástica, nem todos livros fantásticos são infantis (...)

Essa frase tem endereço particular. Leitores e escritores de literatura fantástica. Esse gênero que a cada dia cresce no mundo já foi muito criticado. Contos de fadas não são coisas de crianças. Pense bem. Porque transformar um gênero tão expressivo em motivo de reprimendas sociais? Na época de Lewis ele conta ter sofrido com essa constante crítica a respeito do seu estilo. Eu por outro lado, assim como o mestre britânico, acredito que o gênero é acessível a todas as idades. Primeiro: contos de fadas são alusões da vida real que exprimem de forma mais veemente desejos escondidos. No mundo de hoje nos camuflamos tanto para sermos aceitos na comunidade que esquecemos que isso é prejudicial. O gênero fantástico nos ajuda a manter vivo essa essência que existe em nós. Segundo: Por mais que não queiramos somos todos crianças. Ao passo que a cada dia aprendemos novas coisas e mantemos em nossa mente lembranças agradáveis de uma época que se passou.

Bom esse foi nosso contanto inicial em 2014. Espero que tenham aproveitado as palavras de Lewis assim como eu fiz. Um abraço e até domingo que vem com mais um COMENTÁRIO GERAL.

21 de dez. de 2013

UM SUPER... FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!


Se você esperava o capítulo #07 da nossa webnovel Corações Entrelaçados peço desculpas. Mas hoje não haverá capítulo novo. O motivo? A aproximação das festas de Natal e fim de ano.

O SUPER LEITURA aproveita essa oportunidade para desejar aos seus amigos, leitores e colaboradores um Feliz Natal! Que a graça dessa festa possa amenizar os problemas, as desaventuras e qualquer outro pormenor que tenha te atrapalhado em 2013. Aos aficionado por literatura meus parabéns se conseguiram cumprir suas metas de leitura e um desejo de mais sorte para o próximo ano caso alguém não obteve sucesso.

Desejo que suas estantes estejam repletas de livros em 2014 (e que vocês leiam eles pelo amor de Deus!). Para os amigos da Comunicação desejo também que estejam satisfeitos com o que o cinema, a TV, o rádio lhes ofereceu. Senão, paciência.

Que o nome do Senhor possa ser motivo de alegrias a todos e que as muitas facetas que assumimos em 2013 a cada livro, a cada capítulo, possa se refletir em nossas ações em 2014. Pelo menos as boas ações.

Esse é o desejo da equipe do Blog SUPER LEITURA que se considera feliz por ver em vocês a única razão para existir. Obrigado!



Só avisando que a rotina de postagem retorna dia 04/01/2014!

Para todos uma... Super Leitura e Boas Festas!!!

11 de dez. de 2013

Mais Um Clássico está Voltando!



Na onda dos remakes, Hollywood sempre nos surpreende (ou não) com suas sacadas. A partir de 2014 em diante, as telinhas do mundo inteiro serão bombardeadas com sucessos dos anos 80 e 90.
Seguindo a rotina de RoboCop, que deve estrear no segundo semestre de 2014, a indústria cinematográfica norte-americana está com o sinal de alerta ligado e se preparando para uma possível nostalgia mundial.
A fim de repetir a fórmula do clássico de 1998, este mais novo remake do nipônico Godzilla é uma das sensações do ano que vem.
Para os amantes da cultura japonesa, e os eternos apaixonados pela geração de 90, Godzilla é um o personagem marcante. Além de representar de uma maneira inusitada, mas cheia de elementos subjetivos, o sentimento dos japoneses em relação as armas nucleares, o filme foi um marco quanto ao que se caracteriza de "cinema kaiju". Gargantua, Gamera, e muitos outros monstros do gênero são discípulos fiéis da fórmula kaiju (que significa monstro em japonês) iniciada com a febre do dinossauro geneticamente alterado. Inspirado nos tokusatsus o monstro tornou-se uma espécie de símbolo da aversão aos projetos nucleares. No entanto Godzilla é sempre lembrado com alegria pelos fãs da franquia de filmes. Junto com King Kong é a fera mais famosa do mundo.
Sem mais delongas o SUPER LEITURA trás para você o mais recente trailer do filme de Godzilla (2014):


1 de dez. de 2013

Outubro de 71: Uma viagem emocionante ao passado.

Anos 70. Eu não vivi nessa época, mas confesso que iria achar um máximo ter ouvido sobre uma invasão de marcianos aqui na Terra. Mentira! Teria achado nada. Se você não se ligou ainda deixe que eu explique. Em 1971 a Rádio Difusora, uma das mais ouvidas no Maranhão na época, comemorava seus 30 anos de existência. Para tanto um grupo de radialistas apaixonados pelo que faziam colocaram no ar o programa "A Guerra dos Mundos". 
A narrativa, que entrou diluída na programação da emissora entrou para a história da cidade de São Luís como para a da radiodifusão brasileira. Baseado em um projeto homônimo do produtor de rádio norte-americano Orson Welles, A Guerra dos Mundos causou um rebuliço extremo na manhã de sábado de 71 ao narrar uma fictícia invasão de aliens no Campo de Perizes na saída da capital maranhense.
Sobre esse assunto o professor do curso de Comunicação Social da UFMA, Francisco Gonçalves da Conceição, junto de outros personagens da comunicação local, entrevistaram e montaram um livro com os relatos dos participantes desse feito da década de 70.
"Outubro de 71: memórias fantásticas das Guerras dos Mundos" é uma coletânea que trata desse programa histórico que tem como inspiração o livro do britânico H.G. Wells e do programa de rádio norte-americano idealizado por Welles. O livro ainda conta com um CD que trás uma regravação de partes recuperadas do roteiro original.