25 de jan. de 2015

AVISO AOS NAVEGANTES!!!!

CAROS SUPER LEITORES. É COM MUITA TRISTEZA QUE ANUNCIO A VOCÊS QUE AS ATIVIDADES DO BLOG ESTARÃO SENDO ENCERRADAS EM 2015. GOSTEI MUITO DE PODER COMPARTILHAR COM TODOS NOSSAS IMPRESSÕES SOBRE O UNIVERSO LITERÁRIO. CONTUDO QUERO DIZER QUE ISSO NÃO É UM ADEUS! ESTAREMOS AGORA DE FORMA EXCLUSIVA NO BLOG PARCEIRO "SEM CLICHÊS, POR FAVOR" DA NOSSA AMIGA MALLÚ FERREIRA, COM UMA COLUNA MENSAL ESPECIAL. ESTAREMOS INICIANDO UM PROJETO QUE HÁ MUITO TEMPO VENHO TENTANDO COLOCAR EM PRÁTICA: UM PODCAST. VOCÊ PODE CONFERIR NOSSAS INTERVENÇÕES NO SITE semclichesporfavor.blogspot.com.br. AS NOSSAS AÇÕES NAS REDES SOCIAIS CONTINUAM! NA FANPAGE SUPER LEITURA E TWITTER @SUPERLEITURA! É ISSO AÍ! ATÉ A PRÓXIMA

22 de nov. de 2014

[LITERATURA EM XEQUE] O Cortiço de Aluísio de Azevedo, obra-prima do Naturalismo brasileiro



Desta postagem em diante, caro leitor, você vai vivenciar (ao menos uma vez por mês) a minha paixão pela literatura do Maranhão. Apaixonado por meu estado como sou (com seus altos e baixos) ,e ludovicense movido pelo "Espírito da Atenas Brasileira", não posso deixar de apresentar minhas impressões a respeito da produção de nossos antepassados condecorados no Brasil e no mundo.

E para começar nada mais interessante do que um clássico do movimento naturalista nacional: O Cortiço.


 Filho de Emília Amália Pinto de Magalhães com o português David Gonçalves de Azevedo, Aluízio Tancredo belo Gonçalves de Azevedo, que artisticamente ficou conhecido como Aluízio de Azevedo, ao lado de seu irmão (o teatrólogo Artur Azevedo) se destacou por apresentar uma proposta amistosa de retratar as características da sociedade brasileira do final do século XIX e início do século XX onde as questões nacionalistas já se consolidavam, mas ainda eram vistas como obscuridades a serem debatidas.

Já superado o indianismo de Capistrano de Abreu e Nina Rodrigues, exacerbado no "O Guarani" de José Alencar, Aluízio aborda em seu "O Cortiço" (1890) a miscigenação das raças, credos e culturas que compõe a sociedade brasileira. Mas especificamente a sociedade fluminense. A miscigenação é um assunto muito delicado na obra, que refuta temas como as reações "raça e meio"; ; o ufanismo do português que assume a sua brasilidade; e do saudosista que chora pelo solo luso.

Mas vamos a análise!

Na obra "O Cortiço" vemos o naturalismo ser abordado de forma caricata e humorada pelo maranhense, que evoca o movimento literário na própria construção do cenário de atuação da narrativa: o cortiço. A forma como o palco das peripécias de seus personagens se constrói faz dele o que podemos considerar como um personagem-título. Tudo o que acontece na estória é no cortiço ou pelo/por causa do cortiço.

De acordo com o contexto histórico da época teorias como o Positivismo, Darwinismo e o Determinismo influenciaram o surgimento e a constituição dos ideais realistas/naturalistas. A primeira apresenta-se na questão da busca pela verdade presente antes de tudo na experiência. É o que vemos ao reconhecer esta “busca” na comunidade do cortiço, que em suas singularidades procurava se firmar socialmente em razão dos demais fluminenses no Rio de Janeiro.


Já na segunda, o darwinismo, fica por parte de João Romão, português soberbo que faz de um tudo para destacar-se de seus convivas do cortiço e ratificar a superioridade de seu sangue europeu sobre os brasileiros dos trópicos. Por fim, o determinismo, teoria segundo a qual o homem é condicionado pelos fenômenos que vivenciou, passando a ser deles consequência. Um exemplo claro é o português Jerônimo, que antes era ligado a sua terra e suas tradições, contudo foi condicionado pelos ritmos e modo de vida do brasileiro devido aos encantos de uma mulata (Rita Baiana).

Gostaram da dica? É isso aí! Uma boa leitura!

15 de nov. de 2014

[ANIME ZONE] Akatsuki no Yona, a obra de arte dos animes em 2014



Seguindo novembro de 2014 com mais uma análise sobre a mídia otaku. É! Isso mesmo! Estou falando dos animes! Então para você mais um ANIME ZONE!

Bom, caro leitor, o anime da vez é uma das novidades desta temporada. Seu título: Akatsuki no Yona.



Dentre os títulos apresentados nesta temporada (que se iniciou em Outubro) o aqui já citado mereceu um espaço para comentário neste blog. Motivo: me cativou demais!

Escrito por Mizuho Kusanagi e publicado originalmente em formato mangá pela editora Hakusensha, o anime Akatsuki no Yona não é o maior sucesso de público entre os fãs japoneses e do mundo a fora. A Sony Entertainment, empresa de tecnologia responsável pelos games da linha Playstation, logo no final do mês passado divulgou uma lista com o TOP 20 dos animes mais baixados pelo Torne (dispositivo de gravação de mídia disponível no Play 3). O anime Akatsuki no Yona (Estúdio Pierrot) figurou a penúltima posição, 19° lugar, ficando atrás apenas de World Trigger (Toei Animation), em 20° lugar; e sendo precedido por Amagi Brilliant Park (Kyoto Animation), em 18° lugar - anime que eu recomendo. Você pode conferir a lista completa clicando no link ao final da matéria.

O que se dizer de Akatsuki no Yona? Para começar tenho que afirmar que esteticamente é uma produção que se encaixa perfeitamente na categoria Romântica do Bonito. Desde o enredo até a coloração e trilha, a produção do Estúdio Pierrot não deixa nada a desejar. O que me leva a questionar o porquê que o anime não foi bem recebido pelo grande público. Uma resposta: talvez porque em questão de roteiro a narrativa é bem fechada, sua maior característica é o drama que revela-se "carro-chefe" da trama, uma princesa que teve seu pai (o rei) morto diante dos olhos pelo homem que amava (príncipe Soo Won) e tudo isso por causa a dominação do reino. Além, é claro, de uma fusão de cenários clichês do imaginário mundial a cerca do mundo oriental japonês/chinês com arquiteturas adornadas, roupas coloridas e avantajadas, e todo aquela presença do imperialismo do Oriente.



Acredito que todos devem estar fartos desse tipo de produção. Procura-se agora coisas mais utópicas ou distópicas, futuristas ou surreais. Sem esquecer o crescimento pela procura de ecchis, que exageram no erotismo. Akatuski no Yona está mais para uma novela de época onde a donzela inocente descobre que sua paixão de infância não é como imagina ser e se vê amparada pelo ombro amigo de seu criado, por quem acaba nutrindo um sentimento especial ao longo de sua jornada rumo a redenção.

Neste caso em específico, o anime fica divertido, pois passamos a torcer pelo aprofundamento do relacionamento amoroso dos protagonistas (Yona, a princesa, e Hak, o vassalo). Ele faz de tudo para protegê-la e ela sempre o recrimina, mas na hora do desespero se acaba em lágrimas desejando seu retorno e seu bem estar. O mais bonito dos amores: o conquistado por reconhecimento.

Agora você deve perguntar: "Por que uma obra de arte como anunciado no título?". Ora é simples. A junção de elementos como design, enredo, cores, trilha (que diga-se de passagem é encantadora, pois se remete muito ao imaginário do feudo mistico oriental) só se traduz em uma expressão de arte por parte da equipe que o produziu. Uma obra de arte só é reconhecida como tal por seu caráter sensibilizador. Quando os padrões estéticos se apropriam da "bagagem cultural" do espectador e criam outras significações diante de seus olhos temos o surgimento de algo que vai além da produção: a obra de arte. Em Akatsuki no Yona, temos um anime que não apela para o popularismo, o erotismo e as novas crenças (visões abstratas de magia e ciência). Não há nada steadpunk, muito menos arcaico. Diria que está mais para um neoclássico. Um produto do bom e velho romantismo. Só que com uma pitada do sensacionalismo das lendas orientais. E é isso que faz deste anime uma obra de arte. Como tal, desperta o interesse pelo futuro, já que nos leva a encarar e rememorar vivências próprias e desejar um "final feliz" aos protagonistas. Os sentimentos são bem perceptíveis.


É uma pena que nem todos pensem assim, mas animes não são só poderes e erotismo barato. São peças midiáticas de expressão artística. Se conseguem perceber isso nas obras do mestre Hayao Miyazaki, por que não em um outro anime? A princesa Yona é uma flor de inocência que desabrochou no sol de outubro. Seu perfume é doce de mais para ser apreciado, contudo é uma fragrância que nos convida a amar. O anime ainda está no começo, mas promete muita coisa boa pela frente. Quem acompanha no mangá pode confirmar.

Bom, é isso aí!
Até a próxima.


Matéria postada dia 21/10/2014 no site animexis.com.br

8 de nov. de 2014

[COMENTÁRIO GERAL] RASEGAN vs CHIDORI - O fim do mangá Naruto e suas lições

                


R-A-S-E-N-G-A-N!
C-H-I-D-O-R-I!


Essas palavras vão repercutir por muito tempo nas mentes de milhares de pessoas espalhadas pelo Japão, Brasil e resto do mundo. Esses gritos são a expressão maior da obra de um bom autor. Masashi Kishimoto deve estar dormindo tranquilo neste últimos dias, pois finalmente findou-se a maratona semanal de rabiscos e outros detalhes que o atazanaram ao longo de 15 anos de muito frenesi por parte dos editores, produtores e fãs.

Com seu nome já marcado na história da produção de mangás o "japa" agora será eternizado por causa de um único nome: NARUTO!

A saga do garoto ninja, rebelde e solitário que sonhava em ser respeitados por seus pares, findou-se na última terça-feira (04/10/2014) nas Terras do Sol Nascente. O SUPER LEITURA, na pessoa de seu administrador, acompanha a série a quase sete anos (pouco tempo depois de sua chegada ao Brasil), e resolveu fazer um COMENTÁRIO GERAL a respeito do fim da série.



Naruto Uzumaki, personagem título da obra-prima de Kishimoto, é a idealização perfeita do gênero shonnen. Jovem, destemido, às vezes ingênuo, sonhador, batalhador, fiel e feliz. Sem contar com os pontos negativos: às vezes imaturos, tolo, mal compreendido, cheio de crises de relacionamentos etc. Um adolescente como qualquer outro, nem tão criança, muito menos tão adulto. Um ícone da puberdade. A única grande diferença era q ele ainda tinha que lhe dar com um demônio poderoso aprisionado dentro dele (é isso mesmo, a Kyubi - Kurama!).

A obra de Kishimoto lança-nos sobre o olhar da formação do jovem. A necessidade de ser visto, a forte presença da amizade, a idealização do futuro e as incertezas do caminho. Sejamos francos (pelo menos eu pretendo ser) dentre as tantas obras que o mercado japonês lança a cada ano no universo shonnen, "Naruto" foi um mangá que do início ao fim mostrou a que veio, que era ser o mais próximo desta nova identidade da juventude nipônica, e por que não, mundial? Embora tenha sido iniciado em 1999, sua temática e proposta são muito compatíveis para a condição atual da juventude no planeta.

Ou ninguém aqui (é você que está lendo, estou falando com você!) em algum momento não se sentiu ou se reconheceu no Naruto? Ou mesmo em qualquer outro personagem (o apático e popular Sasuke Uchiha; na Apaixonada Sakura Haruno; ou o exibidos  Kiba Inuzuka e Ino Yamanaka; a tímida Hinata Hyuuga; ou o convencido de seu primo, Neji Hyuuga; o preguiçoso Shikamaru Nara; ou quem sabe o glutão do Shouji Akimichi; não posso e esquecer do introspectivo Shino Aburame! Todos, e muitos outros personagens são espelhos da alma humana quando jovem: inconstantes, mas decididas, alegres, mas cheias de sofrimentos; pessimistas, contudo sonhadores; cheios de independência e ao mesmo tempo carente de amizade etc.



É por isso, que logo no início, disse que as palavras "RASEGAN" e "CHIDORI" vão repercutir por tanto tempo e por gerações. De imediato podem ser apenas o nome de batismo das técnicas secretas dos jovens ninjas amigos Naruto e Sasuke que rivalizavam pura e simplesmente porque eram iguais. Carentes, destemidos e cheios de vontade de ver o futuro. Entretanto a "esfera espiral" (Rasengan na tradução literal) e o "canto dos mil pássaros" (Chidori na tradução literal) são mais do que isso. São a verbalização dos sentimentos de seus portadores. Afinal, quando Naruto ostentava o golpe na palma da mão e usava seus clones para moldá-los era como se pudéssemos ver Kishimoto dizer: "Vejam esse é o poder da juventude, que forma o mundo - essa grande esfera azul que gira no espaço que nos torna tão insignificantes diante de muitos - e o coloca sobre a palma da mão para mostrar que pode ser alguém que tem voz, que tem vez. Basta querer.", ou quando Sasuke fazia surgir os relâmpagos ensurdecedores sobre os dedos podia-se ouvir o japonês dizer: "A juventude é assim, como milhares de pássaros a cantarolar no fim da tarde. Ansiosos pelo amanhã e temerosos pelo hoje. Num canto frenético louca por ser ouvida.". E quando esses golpes se chocam causam estardalhaço, pois prontamente são o sinal de um findar da batalha e recomeço da vida. Onde a agonia da juventude é enfim respondida.

E se você discorda disso e acha que é simplesmente puro devaneio de minha parte, digo-lhes que leia o mangá mais uma vez. Até porque, existe um personagem que sempre deixou bem claro que o que aqui escrito é verdadeiro:

"A primavera da juventude ainda tem de florescer! Não perca a esperança! Podemos não ser sempre capazes de realizar todas as coisas que desejamos... mas se nós fazemos as coisas que queremos fazer, nós nunca vamos começar... assim como meus desafios para você. Isto não é forma apenas uma demonstração de bravura e coragem."
(Might Guy)

Assim como Naruto me emocionou ao longo dos anos, espero que tenha sido parecido com vocês. Retirei lições, porque tudo tem seu propósito. Parabéns Masashi Kishimoto e equipe pelo bom trabalho. Agradeço também aos muitos colaboradores e amigos que nos ajudaram a acompanhar a obra aqui em solo tupiniquim. Mas infelizmente tudo o que é bom termina!


Dattebayo!
(Naruto Uzumaki)

18 de out. de 2014

[ANIME ZONE] Enfim, Fate / Stay Night 2014!



Então é né?

Olá você caro leitor do SUPER LEITURA! Passou o "Dia das Crianças", mas a diversão deve continuar!

Bom, na coluna desta terceira semana de Outubro/2014, o ANIME ZONE vem só para argumentar sobre a temporada de animes de primavera. Com um leque de lançamentos razoáveis a temporada vem se apresentando como uma das melhores deste ano. Animes como Nanatsu no Taizai, Trinity Seven, Shigeki no Bahamut Genesis e Akatsuki no Yona são um super mix de mundos mágicos, belas mulheres, lutas incríveis e trilhas bem trabalhadas que já são comuns a toda época de lançamentos, mas que não deixam de nos alegrar e levar ao êxtase.

Contudo nós falaremos apenas do anime mais aguardado da temporada:
FATE / STAY NIGHT - UNLIMITED BLADEWORKS


Um remake do anime baseado na Visual Novel homônima, Fate estava sendo aguardado com muita ansiedade por este blog. Já havíamos acompanhado a primeira versão, o longa-metragem e a prequel (FATE ZERO). O destaque aqui é o seguinte: O anime Fate / Stay Night foi lançado primordialmente pelo Studio DEEN. Contudo os direitos foram repassados ao Studio Ufotable (outra produtora de animação), que por sua vez lançou Fate Zero -- que seria uma prequel da história original adaptada de um light novel nomônimo --. Então a Ufotable resolveu relançar Fate / Stay Night. O remake com duas grandes novidades:

1) O anime segue o arco Unlimited Bladeworks. Para quem já conhece a franquia sabe que na Visual Novel (mídia regente) a narrativa segue três focos:

- a) Fate: cujo os protagonistas são Shiro Emiya e Saber;
- b) Ulimited Bladeworks: cujos os protagonistas são Rin Tohsaka, Shiro Emiya e Archer;
- c) e Haeven's Feel: cujos os protagonistas são Sakura Matou e Shiro Emiya.

Com isso os acontecimentos e diálogos diferem do apresentado no anime do Studio DEEN em termos de resultados, mas o início da narrativa é o mesmo.



2) Os dois primeiros episódios tiveram duração de uma hora.
Acho que foi mais uma jogada de marketing. Serviu também para explicitar essa mudança de foco narrativo.



Não vou tecer comentários (spoilers) sobre a série. É interessante que se acompanhe. O que posso dizer é que Fate/ Stay Night - UBW está sendo bem recebido. Para uma franquia de jogos visual novel que migrou para a telinha, a obra da produtora Type-Moon vem se mostrando ao longo dos anos um bom atrativo de mercado. Com um enredo super elaborado e cheio de referências mitológicas não tem como não gostar de Fate, em qualquer que sejam suas facetas.


É isso aí!

12 de out. de 2014

[ESPECIAL] Mantenha viva a Criança dentro de Você!



Ah os meus tempos de criança!

Hoje (12/10) comemora-se mais um Dia das Crianças. Uma data saudável, que hoje em dia para a minha pessoa significa "Te esperta rapaz que Natal está bem aí e tu ainda não fez nem metade das coisas que tinha planejado!".


Graças a Deus este ano de 2014 está sendo bem produtivo. O que me permite rememorar meus bons tempos de criança. Entre a correria estágio-faculdade-escrever às vezes toma um tempo absurdo da gente. No entanto isso não quer dizer que vamos esquecer a criança que habita em nós. Pois, na verdade, ser adulto significa ser uma criança com um pouco mais de responsabilidade.


Aí fico irritado quando vejo pessoas dizer (da boca para fora, o que é pior): "Ai você ainda é muito infantil. Não faz isso, faz aquilo!". Paciência! Você, assim como eu, tem seus gostos particulares - frutos de uma experiência na infância - que não abandona nunca. Por que que inibir a "minha criança"? Só por que não consegue libertar a sua?

Uma super dica: seja você mesmo! Leia um livro. Assista um filme. Ouça uma boa música... Não importa! O que realmente é relevante é ser feliz. E crianças são felizes!

Para essa data especial o SUPER LEITURA deixa um conselho ESPECIAL para você:


MANTENHA VIVA CRIANÇA DENTRO DE VOCÊ!
QUEM SABE ASSIM NÃO DESCOBRE O REAL
SIGNIFICADO DA VIDA!


Por fim uma do túnel do tempo para ajudar você a seguir este conselho.




Criança feliz
Quebrou o nariz
Foi pro hospital
Toma sonrisal

Se eu fosse o pelé
Tomava café
se eu fosse o cascão 
comia um pão

criança 'piquinininha' 
comendo com colherzinha
via a mamãe que dizia 
come tudo minha filhinha

Hoje eu fiz um castelo
chamei ele de otelo
tambem eu fiz um palacio 
e dei ele pro Orácio




11 de out. de 2014

[LITERATURA EM XEQUE] "O Poema Sagrado de Dante" - Apenas um teaser



Oi.


A postagem de hoje estava a mais de um mês guardada a sete chaves, pois contém um segredo terrível!


Te peguei!

Não é nada disso! Não vou revelar nada terrível a você! O que quero hoje neste LITERATURA EM XEQUE é deixar minha análise sobre uma obra-prima da literatura mundial: A Divina Comédia.

Originalmente "O Poema Sagrado de Dante" a obra passou-se a chamar "A Divina Comédia" séculos depois de sua primeira edição que data o século XVI.

Você conhece o florentino Dante Alighieri? Não? Pois digo que precisa conhecer! O homem o qual me refiro é nada mais nada menos um ícone para os parâmetros literários do mundo ocidental. Dentre as grandes epópeias ocidentais como a Odisseia (Homero) e Paraíso Perdido (John Milton), por exemplo, A Divina Comédia de Dante mostra-se como o mais longo e mais mistico poema já escrito até hoje.

Pintura de Dante Alighieri


Dividido em três momentos (atos / cenários) a comédia advinda da Florença (Itália) é a personificação de crítica política, religiosa e científica em versos fortes e de teor elevado de amor e e outros sentimentos. Antes de falar sobre os três momentos permitam explicar o por quê de ser chamada de "A Divina Comédia".

Usando os conhecimentos adquiridos no Ensino Médio (2º Grau) vamos recordar as aulas de arte, literatura etc. que tratavam dos primeiros gêneros narrativos: a Tragédia e Comédia.

Representadas pelas musas Melpômene (Tragédia) e Tália (Comédia) esses gêneros narrativos oriundos do teatro foram o princípio para o que hoje conhecemos como gêneros literários. Basicamente uma Tragédia era a narrativa de final (perdoe a redundância) trágico, obscuro, sem a elevação do herói. O drama predominava. Era representada pela máscara triste. Já a Comédia seria a narrativa de final feliz onde as personagens - e principalmente o herói - terminavam sua trajetória de forma bonita, desditosa. Era representada pela máscara sorridente. É lógico que não é só isso, mas não vou dar aula de graça para seu ninguém!

Então já da para imaginar da onde vem o 'Comédia' no título da obra. Sim, a narrativa dantesca (como é comumente denominada) tem um final feliz. A trajetória do herói - que nesse caso é o próprio Dante - termina de forma boa e sem arrependimentos.

O termo 'Divina' vem do enredo principal. Nos 99 cantos divididos 33 para cada momento da obra e escritos em tercetos (métrica poética) Dante, em companhia de Virgílio (outro grande nome da Poesia e Literatura Ocidental) nos envereda em um passeio pelas três esferas que compõe a cosmovisão do universo: INFERNO - PURGATÓRIO - PARAÍSO. O plano divino.

Olha, se eu for explicar elemento por elemento a leitura vai ficar enfadonha, você vai desistir de ler o meu texto e o livro de Dante. Então vou só comentar cada uma das três partes da Divina Comédia e você depois escolhe se quer ler ou não!


1. INFERNO
Para mim é o melhor livro do poema. Acredito que este é quase um consenso mundial. Não é a toa que é o que mais se sucede a interpretações, citações e adaptações em outras mídias. Em "Inferno", Dante se vê vagando pelo Mundo Inferior. A constante referência ao catolicismo e ao paganismo greco-romano tornam a leitura cheia de referências artísticas e religiosas. A cada passo que damos junto do narrador-personagem dentro do domínio do "príncipe das trevas" mais se compreende o significado da dor. Os Sete Pecados Capitais são as bases para se entender como funciona o inferno e suas punições eternas aos pecadores.



2. PURGATÓRIO
Para quem acredita neste lugar o segundo livro é um prato cheio. Na tentativa de espiar seus erros as almas vagam sobre uma montanha íngreme e cheia de obstáculos. Mais uma vez os pecados capitais são evocados. Agora cada um representa uma expiação dos erros. Neste livro, muito mais do que o primeiro, as referências e citações políticas de Dante sobre Florença ganham destaque. Afinal de contas a obra é uma ataque-defesa contra as acusações e torpezas dos florentinos e italianos em geral.




3. PARAÍSO
É o fim da jornada de Dante, que só a iniciou por causa de uma mulher: sua amada Beatriz. Esta mulher é a personificação do belo e do sublime na obra do florentino. A Morada de Deus é visitada nível a nível seguindo os princípios das bem-aventuranças do Sermão do Monte feito por Cristo. A referência as ciências é explicita. Principalmente a Astronomia. Dante usa as descobertas sobre o Espaço e a Via Láctea para representar o lugar esperado pelos santos.




Esse é um teaser do "Poema Sagrado de Dante", que conquista leitores a gerações. Adorei a leitura, e sinto que ela me proporcionou um amadurecimento quanto ao meu conhecimento literário. Espero que você possa ter esse mesmo prazer que tive. Procure a biblioteca pública de sua cidade. Com certeza ela terá um exemplar da obra de Dante. Leia e descubra o prazer de ler um bom livro independente do contexto histórico ou religioso. Eu já estou pensando em quando vou ler uma segunda vez para falar ainda mais para você!


Até a próxima!

4 de out. de 2014

[COMENTÁRIO GERAL] O filme "A Bela e a Fera" e a infância com um olhar mais adulto



Para começar o mês de Outubro de forma bem produtiva, o SUPER LEITURA traz neste COMENTÁRIO GERAL uma análise pessoal a respeito da recente estreia do cinema há algumas semanas atrás: A Bela e a Fera.

Como o filme está diretamente ligado a um conto literário, tem espaço garantido nesta postagem.

Primeiro uma avalanche de dados.



A Bela e a Fera, no original francês La Belle et la Bête, é meu conto de fadas preferido. Não sei explicar muito bem o por quê. Só sei que acho a estória impactante e bem desenvolvida. Acredito que o que criou essa tendência é o fato de saber (depois de adulto, é claro) que este é um dos poucos contos de fadas a manter a ideia do original em suas releituras e adaptações. Culpa maior sobre isso é da própria sociedade moderna, que fez de Branca de Neve e os Sete Anões e Chapeuzinho Vermelho (mundialmente atribuídos a Jacob e Wilhelm Grimm); A Pequena Sereia (Hans Christian Andersen); e Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll),por exemplo, estórias mais diluídas e com o caráter de iniciação a leitura. Em certos caso até mesmo abandonando o poder historiográfico/antropológico presentes na aura das narrativas.

Vejo que isso se deve ao fato de que, a constante atribuição de contos populares a um único autor acabou criando a ideia da particularização do texto. Ou seja: do momento em que conto a estória passa a ser minha e posso fazer qualquer mudança que achar necessária.

É por isso que quem foi ao cinema assistir a produção francesa "A Bela e a Fera" vai se surpreender. Estamos muito mal acostumados com aqueles livrinhos coloridos para crianças de 4 a 7 anos e com o que a Disney oferece de conto de fadas. Christophe Gans (diretor do filme) quis reavivar o conto original, que embora nunca tenha perdido muito da sua aura nas releituras, enfim voltou a ser o que de fato foi: um conto francês.

O cinema autoral francês reavivou o amor presente no conto da Dama de Villeneuve, Gabrielle Suzanne-Barbot, que fica marcado pelo gosto francês pelos planos e enquadramentos ousados (a um excesso de plongées e contra-plongées), travelings e close-ups definidos. A composição de cores também é agradável. A constante superposição de branco com tons de dourado realçam a magia e a nobreza que permeiam por toda a narrativa.

Para quem acompanha as críticas do site "adorocinema.com" há de estranhar as simplórias três estrelas que a película é agraciada. Ao meu ver, 2014 ainda não tinha me agradado com um bom filme. E olha que assisti bastante! Mas nada foi capaz de superar a minha reação com A Bela e a Fera, que me supreendeu em todos os aspectos. A seriedade com que a adaptação foi realizada; os elementos fílmicos abordados de forma graciosa e autoral para um produção especialmente comercial; a caracterização de personagens (figurinos) que deram o brilho as cenas. Sem falar, é claro, na predisposição de rememorar a infância com um olhar bem mais adulto.

Essa está sendo uma tendência do cinema mundial. Branca de Neve e A Bela Adormecida já ganharam suas versões adultas da estória. Em produção estão os inéditos Peter Pan e Cinderela. Todos no olhar Hollywoodiano. Parabéns a equipe de A Bela e Fera, que fez deste filme um momento de sintonia com o que a de mais belo na relação literatura e cinema: uma boa adaptação.

Espero que este comentário possa ter aberto seu olhar para esse novo momento que o cinema de conto de fadas ganhou. Dê um adeus para Disney e seus musicais animados. Acho que podemos esperar um novo respiro para os grandes clássicos dos séculos XVIII e XIX.


Até a próxima!

20 de set. de 2014

[ANIME ZONE / ESPECIAL] Sobre Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário (SETEMBRO ESPECIAL CDZ)

Chegamos a terceira semana de setembro.
Com ela nossa terceira postagem da campanha SETEMBRO ESPECIAL CDZ!

Na rotina do blog hoje é dia de ANIME ZONE.
Mas vou surpreendê-los. Você confere agora uma coluna dupla. Combo:
 ANIME ZONE + ESPECIAL!









Para ilustrar esse combo o tema não podia ser outro:
Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário!



O quê? Achou que eu não ia falar do filme? Todo mundo já falou, eu sei, mas falta o SUPER LEITURA registrar suas impressões. O blog foi ao cinema só para trazer essa análise para vocês! Um filme que daqui a 20 anos ainda será polêmico, já que desde o início (antes mesmo de sua confirmação para o cinema brasileiro) levantava questões de amor e ódio na legião de fãs que a série possui em solo tupiniquim. A de se pensar que existem dois tipos de fãs que compareceram ao cinema durante essa primeira semana: os "saudosistas" e os "mente aberta". 

O fã "saudosista" é aquele que foi para rever Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki (e os doze cavaleiros de ouro) mais uma vez. No entanto esse grupo foi imaginando (ou não) que veriam em 90 minutos de película algo em torno de 70 episódios. Sinto dizer isso a você que está lendo e se encaixa nesse perfil: NÃO SABE DE NADA INOCENTE! [parafraseando Cumpadre Washington]. Está pior do que o Jon Snow (As Crônicas de Gelo e Fogo/ Game of Thrones), quando é questionado ou argumenta alguma coisa. Nobre leitor, o significado de reboot é justamente uma releitura, ou melhor, recomeço. Apenas a ideia original de Masami Kurumada (autor de Saint Seiya) foi reestruturada. Ou você não lê quadrinhos? Nos quadrinhos isso sempre acontece e nem por isso são estigmatizados.

Já o outro leitor, o "mente aberta" é aquele, que de posse deste conhecimento, foi a procura de prestigiar uma homenagem feita para Kurumada e, em especial, ele próprio. Esse sim soube aproveitar o tempo, dinheiro e disposição emocional ao longo da experiência de assistir ao filme.

Não vou generalizar e dizer que ao menos algum fã considerou o filme perfeito. Eu não considerei o filme perfeito. Entretanto nem por isso considerei a obra um lixo, como alguns (que se julgam fãs e críticos de cinema) fizeram. Todos devem reconhecer que "A Lenda do Santuário" por mais que não tenha sido o "mar de rosas" que se esperava foi um frenesi em tamanha proporção como há muito tempo Cavaleiros do Zodíaco não provocava no Brasil. Desde o fiasco do "Prólogo do Céu", a franquia não havia tido tamanha repercussão como agora. O "Ômega" não entra em discussão pelo simples fato de não ter sido exibido na nossa TV aberta.

Problemas a parte com os fãs. O que eles pensam ou deixar de pensar (ou até mesmo dizer), nunca me esquecerei do meu dia de assistir o filme. Comprei o bilhete uma hora antes da sessão começar. Só eu e mais sete haviam feito isso. Cheguei a pensar que a sala estaria vazia. Quando adentrei no recinto fiquei mais certo disso ao ver aquele espaço em um silêncio quase mórbido. Mas a alguns minutos dos trailers rodarem aquilo mudou. Crianças, adolescentes, adultos, idosos. Meninos, meninas, rapazes, moças, senhoras e senhores. Do bebezão ao quarentão, de todos as idades, gêneros, estilos, tribos etc. Todos lotaram as cadeiras e se prepararam para curtir o filme. Lógico que a reação de todos não foi igual. Muito menos a esperada. Mais o filme, de alguma forma, agradou aquela multidão, que saiu satisfeita.

Sobre o filme, deve-se destacar que nunca Cavaleiros do Zodíaco tinha sido tão elementarizado (isso não é um trocadilho com o "Ômega") como foi em "A Lenda do Santuário". Esse filme foi, antes de tudo, uma nova versão da enciclopédia de CDZ. As referências ao universo criado por Kuramada migram desde o design de personagens do "Episódio G"  ao contexto histórico da "Gigantomaquia". Elementos como mudança de sexo do cavaleiro de escorpião; a alusão a batalhas que poderiam ter acontecido (oriundas de outros momentos do universo de Saint Seiya); o resgate do humor de Seiya; e a concretização dos poderes dos santos dourados. Tudo isso tem seu toque especial no filme. 

Não vou resenhar o filme. Não quero e ele não nos permite fazer isso. Afinal em si é uma grande resenha, só que animada em CG. Mas posso dizer que continuações são aguardadas. O filme dá pista para isso (e Yousuke Asama - produtor do filme - também!). Qual a próxima saga não se sabe, já que a cronologia original, como vimos, não é um norte para a produção. Contudo, seja para o bem ou para o mal, cinéfilos, haters, saudosistas, mentes abertas... Os fãs em geral aguardam ansiosos.

Para finalizar só mais dois comentários.

PRIMEIRO: Parabéns a equipe da Dubrasil pela dublagem incrível. Mesmo personagens com cinco ou quinze segundos de fala ficaram ótimo. A dublagem brasileira e os fãs agradecem vocês.

SEGUNDO: [atenção contém spoiler! Embora eu acredite que ninguém vai se importar agora.] Afrodite não morreu! Foi o que disse Yousuke Asama em visita ao Brasil para divulgação do filme. E agora uma suposição.Se ligaram na borboleta negra que cercava Saga e pousou no ombro do cavaleiro de Peixes antes dele ser atacado? Então, essa é uma borboleta do inferno mensageira de Hades. Tudo indica que ela é a maior referência de continuação da série. Quem sabe uma possível adapatação da saga de Hades. E Afrodite de Peixes pode ser um elemento fundamental nisso. Mas como disse, é só uma suposição!

Para vocês a Trilha Oficial do filme, "Hero" escrita por Yoshiki (líder da mundialmente famosa banda japonesa X-Japan), e interpretada por Katie Fitzgerald, da banda de rock melódico Violet UK.  



13 de set. de 2014

[LITERATURA EM XEQUE] Cavaleiros do Zodíaco - Gigantomaquia (SETEMBRO ESPECIAL CDZ)



O mês de aniversário de "Cavaleiros do Zodíaco" continua aqui no SUPER LEITURA, que não pode abandonar suas raízes. Segunda semana do mês é igual a: LITERATURA EM XEQUE!

E para unir o útil ao agradável, você confere a partir de agora uma análise da única obra oficial (faz parte da cronologia da série), que não foi criada pelo mestre Masami Kurumada. Fugindo do estilo mangá tradicional, onde os quadrinhos guiam a narrativa, Tatsuya Hamazaki conta, de forma mais romântica e criativa, a temível e esquecida batalha contra o exército do deus dos gigas, Tífon: A Gigantomaquia.

Na mitologia grega, a Gigantomaquia é a referência da guerra entre os deuses do Olimpo contra os gigas (seres não humanos também chamados de gigantes, que por muitas vezes eram retratados como híbridos). Os gigas seriam os irmãos caçulas dos Titãs, filhos do relacionamento entre Gaia e Urano. Não se deve confundir a Gigantomaquia com a Titanomaquia. Elas são batalhas distintas segundo os estudos mitológicos.

Nessa Gigantomaquia dos Cavaleiros de Atena, Tífon, o giga mais forte, é considerado como deus por seus irmãos que finalmente despertaram após milênios presos pelo selo da deusa da Sabedoria e da Guerra. A obra foi lançada em dois volumes no Japão em 2002. No Brasil foi publicada pela Editora Conrad (que detém o direito de publicação da série) entre 2004 e 2005.

A obra literária abrilhanta o cenário de CDZ. Para os acostumados com o mangá e o anime, o lançamento de uma light novel (gênero que na época não era tão conhecido em nosso país) arrastou uma nova base de consumidores. Os aficionados por literatura. Afinal, nós já até falamos no SUPER LEITURA, light novels são romances curtos com forte presença de diálogos sem necessidade de uma descrição excessiva. O que foi ótimo para as vendas dos dois títulos, que há muito tempo já esgotaram suas tiragens.

Ler um livro onde já conhecemos os personagens, quer seja suas características físicas e psicológicas, ou o enredo, facilita muito. Não que o poder de imaginar não seja fascinante, mas isso conseguiu aglutinar fãs que não eram tão acostumados nem com o hábito de ler, como o de consumir, o estilo literário nipônico.

Os dois volumes, contam a história da Gigantomaquia a partir do surgimento de um novo protagonista: Mei, um dos cem órfãos da Fundação Graad do falecido Mitsumasa Kido. Mei surge com mistérios e revelações. Com ele aparecem também os famigerados Gigas, que querem vingança contra Atena (como se os olimpianos não já fossem bastantes).

No livro um: "Cavaleiros do Zodíaco: Gigantomaquia - A História de Mei", que como o nome sugere... Não, não. Não conhecemos a história de Mei. O livro todo é um prelúdio das batalhas que Seiya, Shun e Hyoga terão que enfrentar para proteger a Terra. Embora começamos a saber coisas sobre o passado de Mei, nada é tão expressivo durante toda a leitura do que o despertar do temível Tífon junto da lendária armadura de Coma Berenices (Cabeleiras de Berenice), constelação criada a partir do mito sobre oferenda que a rainha Berenice do Egito fez ao prometer suas lindas madeixas a Afrodite se esta protege-se seu amado, o rei Ptolomeu III Evérgeta I na guerra contra o Império Selêucida. Na lenda Afrodite e Berenice cumpriram cada uma sua parte da promessa. A deusa do amor ficou tão admirada com os cabelos da rainha que os elevou aos céus.

Já no segundo livro: "Cavaleiros do Zodíaco: Gigantomaquia - A História de Sangue" - é que conhecemos de fato a história do guerreiro. Com batalhas que atiçam a imaginação e revelações poderosas o ápice da leitura é quando descobrimos que Mei, ligado a armadura negra de Coma Berenices, tem um destino cruel ao lado do maléfico Tífon. É só no segundo volume que Shiryu de Dragão e Ikki de Fênix dão o ar da graça.

Com o envolvente enredo baseado nas fontes mitológicas, que conquistou milhares de fãs no mundo inteiro, a light novel de Tatsuya, que tinha tudo para ser só mais um spin-off com cara de fanfic, conseguiu chamar a atenção de Kurumada, que assina o posfácio da obra e a eternizou como elemento presente a cronologia oficial. Uma curiosidade super interessante é o diálogo que o narrador cria com o leitor. Sempre buscando explicações, referências... Assim mesmo quem não entende nada de CDZ ou de astrologia e mitologia não fica sem compreender o universo onde o cosmo define o vencedor.

Sem dúvida que a Gigantomaquia é um ícone, no que diz respeito a CDZ e suas produções. Uma obra diferente,  mas que não abandona o cenário criado por Kurumada e vivido por todos nós ao longo deste mais de 36 anos da série e 20 anos de Brasil. Outra coisa que chama a atenção são as ilustrações do fera Shingo Araki (desenhista original da série) que fez um belo trabalho na capa e nas ilustrações que acompanham as páginas finais dos volumes, num resgate da arte do mangá.

O conceito de aventura fica bem marcado na leitura, que transcende a essência de apenas mais uma peça criada em cima de uma obra original para assumir a posição de peça fundamental para a identidade da obra original. O exercício da leitura em Gigantomaquia foi um dos responsáveis por popularizar as light novels no Brasil.

Mas vamos deixar de falar! O SUPER LEITURA deixa agora um presente para você que leu a matéria. Nada melhor do que ler para poder se colocar a narrativa "em xeque" né? Pois então divirtam-se lendo as versões em pdf dos dois volumes da Gigantomaquia! Você pode fazer o download delas logo abaixo. Leia também o posfácio de autoria do mestre Kurumada!







6 de set. de 2014

[COMENTÁRIO GERAL]: As Constelações de Saint Seiya (SETEMBRO ESPECIAL CDZ)



Olá! Hoje começa a rodada de quatro publicações programadas do SETEMBRO ESPECIAL CDZ - uma iniciativa do SUPER LEITURA para comemorar este mês de aniversário de 20 anos de Saint Seiya no Brasil.

Como essa é a primeira postagem do mês, vamos manter a nossas atividades Ou seja: Já começou mais um COMENTÁRIO GERAL!

No COMENTÁRIO GERAL de setembro vou trazer para vocês uma mini-coletânea sobre um dos elementos mais famosos e importantes para a série. Não é a amizade; não são as batalhas; não é o cosmo; estou falando das armaduras (se preferir, as constelações).

Esse elemento que faz a estória de CDZ girar - desde a "Guerra Galática" até os "Campos Elíseos" - sempre foram (e sempre serão) um atrativo para os fãs. Nunca a astronomia e a astrologia (sim, são duas coisas diferentes) foram tão abordadas pelas pessoas como quando surgiram os guerreiros de Atena. Afinal, só mesmo Masami Kurumada para ser tão genial e partir do princípio de que as 88 constelações visíveis no céu poderiam ser fonte de poder para humanos que são abençoados pelas estrelas.

Como todo mundo já sabe, na prática existem 88 constelações oficiais, o que corresponde a 88 armaduras (divididas em três categorias: ouro, prata e bronze). Numa definição rápida extraída do Wikipédia...

"Na astronomia moderna, uma constelação é uma área internacionalmente definida da esfera celeste. Essas áreas são agrupadas em torno de asterismos, padrões formados por estrelas importantes, aparentemente próximas umas das outras no céu noturno terrestre.
Há 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica Internacional (UAI) desde 1922. A maioria delas inclui-se nas 48 constelações definidas por Ptolomeu em seu Almagesto, no século II; as outras foram definidas nos séculos XVII e XVIII, sendo que as mais recentes se encontram no céu meridional, definidas porNicolas Louis de Lacaille em Coelum australe stelliferum (1763).
Existem também numerosas constelações históricas não reconhecidas pela UAI, bem como constelações reconhecidas em tradições regionais da astronomia ou astrologia, como a chinesa, a hindu ou a aborígine australiana."

Como Kurumada tinha seu enredo fechado com a mitologia grega há muitas confusões ao se comparar a lista oficial da UAI com certas ocasiões do desenho. A primeira e mais significativa é a existência da armadura de prata de Cérbero.


Dante de Cérbero, o cavaleiro de prata, segundo a lista oficial da UAI não deveria existir. Cérbero faz parte das constelações que em 1922 foram abolidas. Mas para dar uma ideia de que realmente os cavaleiros se originaram no período mitológico, o autor manteve a constelação como existente no céu. Hoje, se ele pretendesse adequar a narrativa à ciência, seria muito simples banir essa constelação dentre as 88 santas.

Outra curiosidade marcante, que ele revela agora no Next Dimension, é a existência do 13º cavaleiro de ouro. No céu noturno existe mais uma constelação que é iluminada pelo sol na eclíptica: o Serpentário. A constelação que representa o deus da medicina Esculápio trata-se de um homem segurando uma serpente. Esse é um caso duplo de curiosidade, pois a serpente em sua mão trata-se de Serpens o nome verdadeiro da constelação da amazona de prata Shina (no original Shaina). As duas constelações tem destinos cruzados (como o novo mangá vem mostrando). Visualmente a armadura pode vir a ser assim:


Existem muitos outros casos sobre armaduras e constelações que geram uma boa discussão. Como não dá para falar de todas, deixo aqui à vontade para que quiser procurar mais e comentar no final. Confiram agora uma sequência com a história das doze constelações sagradas do zodíaco. Semana que vem tem mais SETEMBRO ESPECIAL CDZ!